Coluna do Prisco

Cláudio Prisco Paraíso

Duas frentes na Capital
Confirmada a decisão do prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior, de não disputar a reeleição deste ano, a tendência na largada do pleito na Capital é a óbvia polarização entre os grupos de Gean Loureiro (PMDB), que já tem sete partidos o apoiando, e o de Angela Amin (PP), ex-prefeita que saiu muito bem avaliada do governo municipal.
Ainda não está definida a situação do PSD. Se lançará o professor Rodolfo Pinto da Luz, com suporte do atual alcaide, ou se ficará com Angela e o PSDB, numa equação que tem 2018 como pano de fundo.
A possível entrada de Pinto da Luz e do próprio Murilo Flores, pelo PSB, com respaldo discreto do governador e tendo Paulo Bornhausen como cabo eleitoral, tende a deixar o jogo um pouco mais aberto. De qualquer forma, de saída, a tendência natural é de polarizar a disputa entre PMDB e PP em Florianópolis.
A coligação entre o PSDB e o PMDB, com a indicação do vice, reforçaria substancialmente o favoritismo de Loureiro.
Vulnerabilidade
O ineditismo da decisão de César Júnior, desistindo da reeleição, demonstra o grau de fragilidade política do prefeito, hoje com elevado grau de rejeição, resultado de uma gestão muito mal avaliada.
Confirmada
A reunião entre governadores, secretários da Fazenda e o ministro Henrique Meirelles nesta quinta, em Brasília. O tsunami que abalou o PMDB e o Planalto Central na terça, com o pedido de prisão de Sarney, Jucá, Renan e Cunha, não foi suficiente para cancelar a agenda.
Detalhes
As unidades federadas solicitam carência de dois anos (suspensão das parcelas mensais), o que só para Santa Catarina geraria um caixa de R$ 2 bilhões em 24 meses.
Também está na pauta o recálculo das dívidas, que pode chegar a uma redução de 60% no valor global da conta de cada Estado. Por outro lado, a União exige uma série de compromissos para evitar aumento de gastos com o funcionalismo público, que ficaria na geladeira nos próximos anos.
Quebra de sigilo
O Conselho Federal da OAB anunciou nesta terça-feira, durante sessão plenária, que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Presente à reunião, o conselheiro federal Tullo Cavallazzi Filho, ex-presidente da OAB-SC, disse que o sigilo nas delações “fere o direito à defesa e às prerrogativas profissionais dos advogados e ainda leva ao vazamento seletivo de informações”.
E o Lula?
Lula da Silva mergulhou, sumiu, ninguém mais fala nele e ele também não fala mais. O fato é que depois dos pedidos de prisão do quarteto peemedebista, aumentou a pressão social para que o ex-metalúrgico e sua pupila, a ex-mãe do PAC, recebam tratamento igualitário. Isso sem falar em Aloizio Mercadante, Gleisi Hoffmann, Edinho Silva, etc e tal.
Cadeia
Até o japonês da federal já foi pro xilindró. Não há qualquer argumento para que o comando petista escape ileso.
Pressão total
Michel Temer já estaria sem paciência com as exigências de senadores “indecisos” em relação ao impeachment. Dário Berger (PMDB) não se mostra indeciso publicamente, mas vai insistir até o fim na recondução do irmão, Djalma Berger, à presidência da Eletrosul. E o voto em plenário é sempre uma moeda preciosa. Ainda mais nestes casos.
Canário na muda
Os catarinenses aliados a Michel Temer, principalmente os do PMDB, estão atuando forte nos bastidores em busca de cargos e benefícios. Mas agem em absoluto silêncio, no melhor estilo canário na muda não pia.




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