Coluna do Prisco

Claúdio Prisco Paraíso

Disputa em Criciúma
Ex-prefeito e ex-deputado Clésio Salvaro (PSDB) está mesmo deci-dido a disputar novamente a prefei-tura de Criciúma. Resta saber se o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vai aceitar sua candidatura, devido aos imbróglios judiciais que envolvem a trajetória do líder tucano. 
Caso o Tribunal negue o pedido de registro, Clésio pode recor-rer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e correr a eleição a bordo de um efeito suspensivo, exatamente como ocorreu em 2012, quando ele buscava a reeleição. Novamente, o ex-alcaide corre o risco de, uma vez vencendo, não tomar posse, como há quatro anos. O detalhe é que cenário atual é bem mais complicado para ele do que em 2012. Naqueles dias, ele estava no quarto ano de um mandato de visibilidade e com aceitação popular. 
Márcio Búrigo (PP), hoje prefeito, era seu vice e acabou sendo eleito na disputa suplementar de 2013. Justamente devido aos obstáculos jurídicos de Clésio Salvaro. O pro-gressista agora é inimigo do antigo parceiro, que fechou inusitado acor-do com o PMDB. Vai contar com Acélio Casagrande como compan-heiro de chapa. É uma dupla forte, assim como o deputado Cleiton Salvaro (PSB), que terá a vereadora Tati Teixeira (PSD) de vice. 


Agravante
Outro complicador em relação às pretensões de Clésio Salvaro é o fato de ele ter assumido, por 42 dias, no começo do ano. Isso deve caracterizar que ele estaria bus-cando não um segundo, mas um terceiro mandato consecutivo de prefeito, o que é vedado pela lei. Além da questão da ficha limpa, mais essa ainda. 


Salvaro, quem?
Aliás, por falar em Cleiton Salvaro, há uma disputa sui generis ocor-rendo em Criciúma. Clésio e Cleiton (não é dupla sertaneja) são da mes-ma família e não vão ser adversários apenas na disputa pela prefeitura. Não há acordo, também, quanto ao uso do famoso sobrenome. Os dois devem disputar, na Justiça, para sa-ber quem poderá usar o Salvaro no pleito deste ano. 


Jurisprudência
O primo mais velho, o ex-prefeito, teria a preferência por estar há bem mais tempo na praça. Mas ao que tudo indica, quem vai levar o Salva-ro na campanha é Cleiton, o primo mais moço. Já haveria jurisprudên-cia a favor de quem é detentor de mandato. 
Força do mandato Cleiton é deputado estadual, eleito em 2014. Clésio está sem mandato desde 2012. Sem dúvida, a corrida eleitoral em Criciúma já ganha con-tornos para ser uma das mais eletri-zantes de Santa Catarina. 


Pivô em Lages
O ex-deputado Antônio Ceron, que vai concorrer novamente à prefei-tura de Lages pelo PSD, e com as bênçãos do governador, ofereceu a vaga de vice ao empresário Roberto Amaral (PSDB). Quando o tucano disse que examinaria o quadro, Ce-ron veio com a conversa que teria que compor com o PP, que também deseja integrar a chapa majoritária. 


Meio campo
Já há quem diga que Raimundo Co-lombo pode entrar neste circuito para costurar a chapa PSD-PSDB. Até para evitar que Roberto Amaral acabe aceitando ser vice do pre-feito Elizeu Mattos (PMDB). Nesta hipótese, o tucano poderia até mesmo assumir logo em caso de eleição, uma vez que não se sabe desfecho das ações a que Elizeu responde. 

Incógnitas
Os imbróglios judiciais não podem impedir o alcaide de disputar o pleito, mas poderiam complicar uma eventual posse em caso de vitória. Vale registrar que Antônio Ceron ofereceu a vice ao PSDB com a promessa de que renunciaria no último ano. Amaral assumiria e disputaria a reeleição, investido na condição de prefeito de Lages.  




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