Nutrição

A importância da vitamina D em nosso organismo

Daniela Marques Eckert

Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo tenham níveis baixos de vitamina D, o que parece configurar uma verdadeira “epidemia” de hipovitaminose D, com possíveis consequências graves para a saúde.
A vitamina D está naturalmente presente em poucos alimentos (leite e derivados, manteiga, salmão, sardinha, gema de ovo e fígado) ou em suplementos dietéticos. Também é produzida pelo próprio organismo quando raios ultravioletas UVB atingem a pele durante a exposição solar. A vitamina D obtida por meio da exposição solar, alimentos ou suplementos vitamínicos ainda é biologicamente inativa e deve passar por processos em nosso corpo para se transformar em uma molécula ativa.
Na pele o precursor da vitamina D é o 7-dehidrocolesterol que é convertido a colecalciferol. Da pele, a vitamina entra na circulação chegando ao fígado, aonde é transformada em calcidiol. Após, nos túbulos renais o calcidiol é convertido em calcitriol que é a forma ativa da vitamina.
No intestino, a vitamina D estimula a absorção de cálcio e fósforo. Sem vitamina D apenas 10 a 15% do cálcio e 60% do fósforo da dieta são absorvidos. Em quantidade suficiente a vitamina D aumenta em 30 a 40% a absorção do cálcio e em 80% a do fósforo.
Sua deficiência prejudica a mineralização óssea, levando ao raquitismo (amolecimento ou enfraquecimento dos ossos podendo levar a deformidades) em crianças, e à osteomalacia (fraqueza dos ossos e dos músculos) nos adultos. Reduções menos graves nos níveis de vitamina D também podem resultar em perda óssea e osA
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teoporose. Além disso, a deficiência de vitamina D foi associada com maior risco para outras morbidades, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 1 e 2, câncer de cólon e próstata, gripes e esclerose múltipla. Em gestantes a deficiência aumenta o risco de aborto e favorece a pré-eclâmpsia.
Outra função da vitamina D é participar do controle das contrações musculares, inclusive do músculo cardíaco. Além disso, ela permite o relaxamento dos vasos sanguíneos e influencia na produção do principal hormônio regulador da pressão arterial.
Os pacientes com maior predisposição a ter deficiência de vitamina D são: idosos, obesos, pacientes com exposição solar limitada, portadores de fibrose cística ou de doença inflamatória intestinal crônica.
Para evitar a carência, além de consumir alimentos ricos na substância, é importante tomar de 15 a 20 minutos de sol ao dia, antes das 10:00 e após as 16:00. Braços e pernas devem estar expostos, pois a quantidade de vitamina D que será absorvida é proporcional à quantidade de pele que está exposta.
O consumo excessivo de suplementos de vitamina D pode levar à hipercalcemia (nível elevado de cálcio no sangue) causada pelo aumento da absorção de cálcio pelo intestino. O cálcio pode depositar-se em todo o organismo, especialmente nos rins, onde provoca lesões permanentes e cálculos renais. Também pode ocorrer a calcificação de tecidos moles como dos vasos sanguíneos, comprometendo a circulação. Portanto, antes de iniciar qualquer suplementação com vitamina D procure um médico ou nutricionista para evitar futuros problemas.




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