Verde e Branco

Rodrigo Kroth

“Dios mio”
Não sei quais as palavras exatas que poderia usar neste momento para descrever todos os sentimentos do torcedor chapecoense vividos na noite mais que histórica de quarta-feira. Escrevi aqui, depois do título catarinense deste ano, sobre o “Conto de fadas” que a Chapecoense e o Leicester nos proporcionaram nestes últimos anos. São casos diferentes, é claro, mas se juntam num contexto totalmente amplo, quando o assunto é futebol. Fazer história todo querem, fazer história só é possível para o Reis Magos, para os que realmente acreditam no possível. Passam pelo impossível. Ultrapassam barreiras. Quebram fronteiras. Acreditar no possível todos acreditam, fazer acontecer, poucos são capazes. Um time que estava sem divisão, em apenas quatro anos desbanca o “Rey de Copas”, o maior campeão da história da Libertadores da América. São momentos para ficar na glória. Momento únicos. Ano passado batemos na trave contra o River Plate, que era o atual campeão da América (e depois o vice-campeão mundial). Não pude ir ao estádio na quarta, mas para quem foi, eu tiro o chapéu, a camisa. Parabéns mesmo para quem foi à Arena Condá e não se deixou bater pela ‘moleza’ de acompanhar apenas pele televisão. São Danilo, Deusnilo..como diria Pedro Ernesto Denardin, “Tu é dimóóóiss...”. Quem é demais também, é a torcida da Chapecoense. Coisa linda. Pena que ‘apenas’ 10 mil torcedores foram ao estádio, mas esses 10 mil viram novamente a Chape fazer história. E não acabou por aí. Alô, Colômbia. O destino é ali. O destino é a semifinal. Por essas e outras que o futebol, além de ser o esporte mais popular do planeta, jamais deixará de ser o mais emocionante. Jamais. Há coisas que só o esporte nos traz. Há coisas que só a Chapecoense nos proporciona. Antes de finalizar, um recadinho: “Boa viagem, Rey de Copas”.




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