Coluna Grêmio

Tiago Wagner

GREnal...

Domingo teremos aquele jogo que é bom de se ver. Jogamos fora de casa (ou não), enfrentamos um adversário que esta em evolução, jogaremos como sempre jogamos e esperamos que o rivel venha para cima. Se o inter sair para o jogo, eu acredito que mesmo com os desfalques que teremos, nós sairemos vitoriosos (como sempre). Aguardemos mais um capitulo dessa história que terá apenas mais uma etapa. 

Seguindo de Libertadores...

Era 44 do segundo tempo quando uma bola parou nas mãos do goleiro argentino e o Grêmio lamentava mais uma chance perdida. O time recuava para recompor já no auge do desespero quando alguns poucos gremistas viravam as costas e iam deixando a Arena. Alguns chegaram a ir embora. Outros olhavam para trás entre a saída mais rápida para curtir a dor em casa mais cedo e a fé até então inabalável dos gremistas. A dúvida de qualquer torcedor normal é se vale a pena arriscar mais 3 minutos. A do gremista era em qual destes 3 minutos sairia o gol da vitória. Os penaltis eram formalidade. O Grêmio tinha tudo desenhado para arrancar na Libertadores e dar ao time o que lhe falta em 2018: uma dose de sangue nos olhos. Transbordou em 2017. Natural que tenha acabado o estoque para 2018. De toques calmos, ritmo lento e irritante regularidade com a bola o Grêmio precisava de uma dose de Grêmio. Ela veio na veia, em dose cavalar, aos 47 do segundo tempo quando Luan bateu na bola para ela encontrar Alisson e entrar no gol do Estudiantes, estufando a rede do Tucuman. Sim, esse gol doeu em São Miguel de Tucuman, onde nenhum ser vivo decente desejou enfrentar o campeão da Libertadores. Se alguém deixou o estádio, não viu. Mas ouviu. E se não ouviu direito, eu repito pra que não erre de novo: não vire as costas pro Grêmio enquanto ele ainda estiver vivo. Não há mais quem conteste. É preciso ser muito colorado para desmerecer o momento do Grêmio, a história escrita nos últimos dois anos e as pitadas de surrealismo que envolvem desde o comandante ícone do clube até os gols de renegados agora heróis. E se há alguma fé nos tais Deuses do futebol, o gol do Alisson era questão de tempo. Não há entidade iluminada superior capaz de eliminar o Grêmio num dia onde Geromel comete um erro. Não seria uma eliminação tê-lo como vilão, mas sim um crime.

O resto é história...





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