| Festa da Alegria anima idosos de Sul Brasil com Carnaval de confraternização e música ao vivo
'Mãos que garantem o nosso sustento'

Dia do Colono e Motorista
Hoje o jornal Imprensa do Povo vai falar de uma gente de muito valor e que exerce um papel fundamental na sociedade. Nesta segunda feira (25), comemora-se o Dia do Colono e Motorista, pessoas que através de seu grandioso trabalho e dedicação, garantem o sustento e giro econômico da sociedade.
O agricultor, através de seu suor, persistência e de suas mãos calejadas, trabalha e faz brotar da terra o alimento que sustenta a população brasileira.
O agro está presente no dia a dia dos cidadãos, desde as questões de sustento, até roupas, objetos, móveis e combustíveis. o agro representa grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) do país, uma vez que a maior parte dos recursos econômicos se devem ao fato do crescimento da produção agrícola e do estouro de produção das últimas cinco décadas. Nesse meio tempo o Brasil se tornou exportador, garantindo um crédito maior no comércio e nas divisas do país.
Grande parte da produção de alimentos no Brasil, é proveniente da agricultura familiar e de pequenos produtores. Pesquisas mostram que cerca de 75% da produção alimentícia provém desses produtores e estudos apontam que ao menos cinco milhões de famílias vivem no campo sob sustendo da agricultura familiar, fornecendo a maior parte dos alimentos do país.
Segundo o pinhalense Vanderlei Girardi, que garante o sustento familiar através da agricultura, em termos da produção de grãos, o ano de 2021 foi bom, porém nesse ano, a situação está ficando um pouco complicada.
"O preço do diesel e dos insumos estão encarecendo. O adubo, veneno, ureia e outros estão ficando mais caros", disse.
Vanderlei já trabalhou com a produção de leite, mas devido a algumas situações pessoais e percalços com a cadeia produtiva, a família decidiu migrar completamente ao plantio e colheita de grãos.
"A rentabilidade da produção de grãos em comparação com a produção de leite fica igual ou até maior, levando em conta a prestação de serviço e a grande demanda que tínhamos. Hoje parece que mudou, pois o leite está com um preço bom, mas não se sabe por quanto tempo. Acredito que o principal ponto da parada da produção de leite seja a mão de obra e a rentabilidade. Por esses motivos decidimos ficar somente com a produção e colheita de grãos e parar com a produção de leite", argumentou.
Segundo o agricultor, um dos principais desafios do campo na atualidade é o clima. "Pois se não chover, não tem produção. Independente do que, seja de leite, alimento para os animais e todas as outras atividades", completou.
A situação está difícil para muitos, até mesmo para os motoristas que fazem com que os produtos cheguem a todas as regiões brasileiras. É ele que impulsiona o progresso, transportando para todos os cantos do país o alimento produzido, as máquinas e mercadorias, permitindo o crescimento e desenvolvimento econômico. É o motorista que trabalha todos os dias com o risco das estradas e rodovias emburracadas, pagando pedágio e colocando a comida na mesa dos brasileiros.
"A situação dos caminhoneiros está muito difícil. O diesel está mais caro do que a gasolina e tudo está aumentando, as peças, pneus, etc. Além de tudo, as estradas estão muito ruins e com falta de manutenção, e por isso vai sobrar pouca gente no ramo, pois tem muitos atravessadores ganhando em cima da classe. Eu particularmente sou de direita, mas acho uma falta de respeito com o Estado de Santa Catarina, a situação das rodovias estaduais e federais, porque o Estado catarinense tem uma boa arrecadação e apoiou muito o atual presidente da república. É falta de empenho dos deputados e senadores. Isso é muito vergonhoso. Quanto ao pedágio, sou a favor, porém o governo deveria rever o IPVA, pois a arrecadação é grande e tem imposto de combustíveis para arrumar as estradas. Mas cadê? Muito imposto para sustentar políticos e assessores", disse o empresário pinhalense do ramo de transportes Sidinei Baumbach.
Os caminhoneiros estão a todo momento expostos ao risco de acidentes. Segundo dados da PRF, cedidos a pedido do Diário Catarinense, o Estado de Santa Catarina registrou 205 acidentes causados por más condições das rodovias que cortam o Estado. Isso em menos de cinco anos, nos quais deixaram 217 feridos e mataram 10 pessoas. Mas a produção e nem o transporte podem parar por conta disso! Pois enquanto o produtor rural e os motoristas estarem trabalhando, o sustento do povo estará garantido e a movimentação de valores e geração de renda serão impulsionadas.
Deixe seu comentário