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Novos tipos de família

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Desde primórdios, a família se mostrou importante aos indivíduos, pois ela fornece a segurança e estabilidade na vida, o que é muito difícil ser encontrado em outro lugar. Não há como explicar, porque cada experiência destaca uma certa importância divergente uma das outras. É através dos laços familiares que as pessoas aprendem a amar e cuidar de quem sentem carinho, e é através da família que os indivíduos se fortalecem e são capazes de construir relacionamentos.

No próximo domingo, dia 15 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Família. Essa data homenageia o núcleo familiar, que demonstra muita importância na formação moral dos indivíduos, uma vez que é o grupo em que as pessoas se amam e se protegem. Apesar do Dia Internacional da Família ser um momento de muita comemoração e alegria, deve também chamar a atenção das pessoas para certas reflexões, pois ao longo do tempo, as famílias se modificaram e novos olhares para o mundo surgiram.

Em um artigo publicado na internet, o advogado previdenciário, Leonardo Pétro de Oliveira destacou que o cenário atual é ilustrado por diversos tipos de família. "Família patrimonial (formada pelo casamento), família informal (formada pela união estável), família monoparental (qualquer um dos pais com seu filho), família anaparental (sem pais, formadas apenas pelos irmãos), família reconstituída (pais separados, com filhos, que começam a viver com outro também com filhos), família unipessoal (apenas uma pessoa, como uma viúva por exemplo), família paralela (o indivíduo mantém duas relações ao mesmo tempo, por exemplo, casado que também possui uma união estável) e família eudemonista (formada unicamente pelo afeto e solidariedade de um indivíduo com o outro, buscando principalmente a felicidade)". Sequencialmente Leonardo destacou que a lista não é taxativa, isto é, não existem apensas estas modalidades de família.

A equipe do Jornal Imprensa do Povo conversou nesta semana com o padre Olmaro de Pinhalzinho, que disse que a partir de uma leitura sociológica, descreve-se a família como um agrupamento de pessoas que se uniam para melhor ter condições de sobreviver frente as dificuldades da vida. "Por outro lado, sabemos que tem uma afinidade entre pessoas, que declaram que se amam, se gostam e vão constituir um lar e dividir suas vidas; ainda, pode-se dizer que é o espaço da socialização dos sonhos, com um contrato perante a sociedade, pais e amigos, para viverem sua vida de forma comum, compartilhando e prometendo cuidado um com o outro. Deve ser o espaço do diálogo e do respeito das diferenças. Não importa a nucleação da família, todas devem ser tratadas com respeito e dignidade", disse o padre.

Olmaro frisou que é muito importante as pessoas participarem de uma família, pois através dela que se constrói um ser humano. "Nesse pequeno espaço o ser humano vai se constituindo como sujeito e consegue construir sua identidade e personalidade como pessoa. Na família está a primeira etapa em que os indivíduos apreendem a dividir o espaço, apreendem a conviver e respeitar as diferenças. É um espaço onde os membros se educam e começam a dividir seus sonhos e estabelecer normas de cuidados de uns para com os outros. É o espaço em que os sujeitos são educados para criar e assumir responsabilidades com a sociedade. Grande parte dos conceitos morais e éticos se apreendem nesse pequeno grupo", explicou.

Na sequência o padre disse que atualmente as famílias assumiram rumos diferentes. "Segundo a Constituição brasileira, o conceito de família abrange diversas formas de organização fundamentadas na relação afetiva entre seus membros. Dessa forma, não mais se trata de um conceito rígido ou imutável, centralizado na figura do pai. Podemos perceber que ao longo da história, o conceito de famílias já assumiu diversos significados e sua constituição celular não é mais a mesma, ou seja, a família tradicional, família nuclear, composta por pai que era provedor da casa; mãe que tinha o papel de cuidadora foi sendo substituída por novos tipos de família. Portanto, hoje há vários modelos de família e a sociedade começa a respeitar as diferenças", argumentou.

O padre disse que nos dias atuais, definir um modelo de família é muito problemático, porque suas transformações se deram em vários aspectos, desde os números de filhos até a concepção de que família é somente a tradicional. "Assim, como a mulher ao entrar no mercado do trabalho tem condições de garantir sua sustentabilidade, elas podem tomar decisões quando não estão mais satisfeitas com seu relacionamento. Portanto atualmente, nenhuma precisa mais se sujeitar ou ser submissa, tendo condições de decidir se realmente quer continuar sua relação com o seu parceiro".

"Ninguém tem o direito julgar ou condenar um casal que decide a separação, precisamos respeitar suas escolhas. Sabemos que muitas pessoas se sentem infelizes em sua relação, mas continuam por medo do julgamento da sociedade. Vivemos em tempos em que as relações não são tão duradouras, definido por Zygmunt Bauman com modernidade líquida; vivemos em uma época demarcada pela incapacidade de manter forma aos conceitos tradicionais, as normas são dadas e as verdades são transitórias devido à sua fluidez e mobilidade", completou Olmaro.


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