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Morador de Pinhalzinho sobrevive a queimaduras graves e faz alerta sobre os perigos da autoconfiança

Jair Linke enfrentou meses de internação e UTI após cair em tacho de banha quente e hoje recuperado ele compartilha sua história para evitar que novos acidentes aconteçam.

O que deveria ser uma atividade comum de final de ano transformou-se em uma batalha pela vida para Jair Linke, morador do Bairro Pioneiro em Pinhalzinho. No dia 22 de dezembro, enquanto realizava o preparo de carne suína, ele sofreu um grave acidente ao cair dentro de um tacho de banha quente. O recipiente já havia sido retirado do fogo, mas a temperatura elevada da gordura causou queimaduras profundas em todo o corpo.
A gravidade da situação foi percebida imediatamente pelos familiares que o acompanhavam. Devido à intensidade da dor, Jair foi levado às pressas para o hospital de Saudades, onde a equipe médica precisou realizar a intubação,  para garantir a estabilidade do paciente. Diante da complexidade dos ferimentos, ele foi transferido para a UTI em Chapecó e, posteriormente, encaminhado ao hospital de referência em tratamento de queimados na cidade de Lages, onde permaneceu internado até o dia 13 de fevereiro.

O caminho para a recuperação foi marcado por momentos de extrema incerteza. Entre os dias 02 e 07 de janeiro, Jair enfrentou seu período mais crítico no hospital de Lages. Durante esses dias, ele sofreu com infecções severas e dificuldades na aceitação de novos antibióticos, o que levou os médicos a emitirem alertas preocupantes à família sobre o risco de morte. Além das complicações clínicas, o paciente passou por cirurgias de enxerto de pele, utilizando tecidos da coxa para tentar fechar feridas profundas nos ombros e nádegas, enfrentando ainda o isolamento total para combater bactérias hospitalares.

"A gente faz a vida inteira e nunca acontece nada, mas um descuido de segundos quase levou a minha vida", reflete Jair Linke sobre a autoconfiança excessiva.

Hoje em casa e sob os cuidados constantes da esposa, Jair utiliza sua experiência como um alerta para a comunidade. Ele explica que a prática da mesma atividade por anos gerou uma falsa sensação de segurança, fazendo com que ele agisse por impulso e negligenciasse cuidados básicos de proteção. Para o sobrevivente, esse excesso de confiança é um perigo invisível que pode causar tragédias tanto em tarefas domésticas quanto no trânsito.

Apesar das limitações atuais na caminhada e da alta sensibilidade na pele, a evolução de Jair é considerada rápida pela equipe médica. Ele atribui essa melhora ao apoio emocional recebido de amigos e ao atendimento humano e dedicado de todos os profissionais do hospital em Lages. Agora, o foco de Jair é recuperar totalmente sua força física, mantendo sempre a gratidão por ter sobrevivido a um acidente tão extremo e reforçando que a atenção deve ser redobrada em qualquer tarefa, por mais simples que pareça.


Publicado por Gabrieli de Souza

Publicado por Gabrieli de Souza

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