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Ecônomia

Custo da cesta básica consome metade do salário mínimo e evidencia pressão inflacionária

Estudo da Unoesc revela que alimentos essenciais somam R$ 811,88 em Pinhalzinho.

Um levantamento detalhado realizado por acadêmicos de Ciências Contábeis da Unoesc Pinhalzinho acendeu um alerta sobre o custo de vida no Grande Oeste catarinense. Em março de 2026, o valor da cesta básica na cidade atingiu R$ 811,88, o que representa mais de 50% do salário mínimo nacional vigente (R$ 1.621).

A pesquisa, orientada pelo professor Jadir Roberto Dittadi, monitorou preços em supermercados, açougues e padarias de Pinhalzinho, Saudades, Cunhataí e Serra Alta.

O impacto no seu bolso

    Valor da cesta: R$ 811,88.

    Comprometimento da renda: 50,08% do salário mínimo.

    Tempo de trabalho: O cidadão precisa trabalhar 110 horas e 18 minutos no mês apenas para comprar esses alimentos.

    Comparativo estadual: O valor em Pinhalzinho é próximo ao de Florianópolis, onde a cesta custa em média R$ 824,35.

O que compõe a cesta básica?
As quantidades utilizadas no estudo seguem o Decreto Lei nº 399/1938, que define o necessário para o sustento de um adulto por mês:

    Carnes: 6,0 kg

    Leite: 15 litros

    Feijão: 4,5 kg

    Arroz: 3,0 kg

    Pão francês: 6,0 kg

    Batata: 6,0 kg

    Tomate: 9,0 kg

    Banana: 90 unidades

    Outros itens: Açúcar (3kg), Farinha (1,5kg), Óleo (1,5kg), Manteiga (900g) e Café (600g).

Atenção à "inflação silenciosa"
Os pesquisadores destacam um fenômeno importante: a reduflação. Muitas indústrias estão diminuindo o tamanho das embalagens (ex: de 1kg para 800g) mantendo o preço antigo. Isso faz com que o consumidor pague o mesmo valor por menos produto, reduzindo silenciosamente o seu poder de compra.

Análise Econômica
Embora o salário mínimo tenha passado por reajustes, a inflação dos alimentos básicos continua pressionando as famílias do interior. Segundo o DIEESE, para suprir todas as necessidades de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo ideal deveria ser superior a R$ 7,4 mil, evidenciando o abismo entre a realidade financeira e o custo necessário para uma vida digna.


Conclusão e Relevância Acadêmica
A coleta de dados, realizada entre 09 e 20 de março em diversos estabelecimentos cumpre uma função social essencial. Além de capacitar os académicos de Ciências Contábeis na análise de índices económicos reais, o estudo oferece à comunidade regional uma ferramenta de transparência. Os resultados finais reafirmam que, num cenário de alta volatilidade, a pesquisa de preços e o conhecimento técnico sobre os direitos do consumidor são as únicas defesas contra o esgotamento do poder de compra no interior de Santa Catarina.


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