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Sanidade Animal

Oeste catarinense amplia ações para conter avanço da Doença de Newcastle

  • Foto: Assessoria de Comunicação – Cidasc -

Vírus é altamente contagioso e pode causar graves impactos à produção avícola

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém uma força-tarefa mobilizada para conter e erradicar a Doença de Newcastle identificada em propriedades de criação comercial de perus no Oeste catarinense. O trabalho é realizado em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), órgãos públicos, forças de segurança e representantes do setor produtivo.


O primeiro foco foi confirmado em uma propriedade de Nova Itaberaba, a partir do trabalho de vigilância ativa realizado pela Cidasc. Mesmo sem apresentar sintomas ou mortalidade, as aves tiveram a presença do vírus confirmada por exames laboratoriais. A identificação precoce permitiu o acionamento dos protocolos sanitários antes que a doença apresentasse sinais clínicos no plantel.


O que é a Doença de Newcastle


A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que atinge principalmente aves domésticas e silvestres. Causada pelo Paramixovírus aviário tipo 1 (APMV-1), a doença pode provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas, diarreia, inchaço e alteração de coloração da crista e da barbela, falta de apetite e queda na produção de ovos. Em casos mais graves, pode provocar alta mortalidade em curto período e causar prejuízos à produção avícola.


A doença possui importância econômica porque pode se espalhar rapidamente entre os plantéis. Por isso, mesmo quando as aves infectadas ainda não apresentam sintomas, a confirmação laboratorial da presença do vírus já é suficiente para que sejam adotadas medidas de controle e erradicação.


Medidas adotadas em Nova Itaberaba


Na propriedade onde o primeiro foco foi identificado, as aves foram depopuladas e as instalações passaram por limpeza e desinfecção. O local também foi submetido à interdição de trânsito, impedindo a entrada e saída de animais e materiais como medida preventiva para evitar a disseminação do vírus.


Os procedimentos de limpeza e desinfecção já foram concluídos em Nova Itaberaba, e a propriedade encontra-se em período de vazio sanitário. Paralelamente, equipes da Cidasc ampliaram a vigilância epidemiológica nas propriedades próximas ao foco.


As ações abrangem 1.680 propriedades em um raio de até 10 quilômetros, incluindo criações comerciais e de subsistência. As equipes realizam visitas, coletam amostras para análise laboratorial e orientam os produtores sobre as medidas de biosseguridade.


Segundo e terceiro focos foram identificados na região


Durante o monitoramento, um segundo foco da doença foi confirmado em uma propriedade comercial de perus no município de Coronel Freitas. Com a nova ocorrência, a área de vigilância foi ampliada em 2,5 quilômetros, incorporando 145 propriedades ao acompanhamento sanitário, sendo oito estabelecimentos comerciais.


Na sequência das ações de vigilância ativa, um terceiro foco foi identificado no município de Nova Erechim. A ocorrência envolve 9.600 aves, que não apresentaram sintomas da doença. Com a confirmação, o raio de vigilância foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros, e as equipes seguem realizando os procedimentos sanitários padrão na propriedade onde o vírus foi detectado.


A resposta é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Cidasc, por meio do Centro de Operações de Emergência Zoosanitária (Coezoo). Também participam das ações a Defesa Civil de Santa Catarina, a Polícia Civil, o Ministério da Defesa, o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), equipes municipais e representantes do setor produtivo.


Risco para seres humanos é baixo


A Doença de Newcastle é uma enfermidade que afeta as aves e apresenta baixo risco para os seres humanos. Pessoas que tenham contato direto com aves contaminadas podem, em situações específicas, desenvolver conjuntivite, mas não há transmissão da doença pelo consumo de carne de aves ou ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária.


Por isso, a confirmação dos focos não significa que o consumo de frango, peru ou ovos esteja proibido. A recomendação é que os consumidores adquiram produtos inspecionados e verifiquem nas embalagens a presença dos selos SIM, SIE ou SIF, que indicam que os alimentos passaram por controle sanitário oficial.


Biosseguridade é fundamental


Para os produtores, a principal orientação é reforçar os cuidados de biosseguridade, reduzindo as possibilidades de entrada e disseminação do vírus nas propriedades. Entre as medidas estão o controle do acesso de pessoas e veículos, a desinfecção de equipamentos, veículos e calçados e a proteção dos aviários contra o contato com aves silvestres ou de vida livre.


A Cidasc também orienta que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente. Entre os sinais que devem chamar a atenção dos produtores estão corrimento nasal e ocular, diarreia, torcicolo, crista e barbela inchadas ou arroxeadas, falta de apetite, redução do consumo de água e ração e queda na produção de ovos. A notificação pode ser feita diretamente à Cidasc ou pelo sistema e-Sisbravet.


As equipes permanecem mobilizadas na região para acompanhar as propriedades, realizar novas coletas e identificar rapidamente possíveis ocorrências. A estratégia busca impedir a circulação do vírus, proteger os plantéis e preservar a atividade avícola, que possui forte importância econômica para o Oeste de Santa Catarina.


Texto: IMP

Publicado por Isabela Garcia

Publicado por Isabela Garcia

isabelagarciadstrabalho@gmail.com

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