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Pinhalzinho é alvo da maior operação da história do GAECO em Santa Catarina
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Foto: MPSC -
Município teve cinco mandados judiciais cumpridos durante a Operação Coluna Sul, que investiga a atuação de uma facção criminosa em seis estados brasileiros
Pinhalzinho amanheceu com intensa movimentação das forças de segurança na última quarta-feira (01), durante o cumprimento de mandados da Operação Coluna Sul, considerada a maior ação já realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O município integra a lista de cidades alvos da megaoperação interestadual, que investiga a atuação de uma facção criminosa com presença em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em Pinhalzinho, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão.
Ao todo, a Operação Coluna Sul cumpre 320 ordens judiciais, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina. A ação é coordenada pelo GAECO e vinculada à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.
A investigação é um desdobramento da Operação Maserati e busca identificar e responsabilizar integrantes de uma organização criminosa que, segundo o Ministério Público, coordena atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional. Entre os crimes investigados estão organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de arma de fogo.
Para a execução simultânea dos mandados, a operação mobilizou 103 integrantes do GAECO, cerca de 552 agentes de segurança pública, 198 viaturas e dois helicópteros em Santa Catarina. Também foram instaladas bases operacionais em Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste, responsáveis por coordenar as equipes em diferentes regiões do estado.
A ação reúne efetivos do GAECO, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar, Receita Estadual e diversos grupos especializados, além do apoio das forças de segurança dos demais estados envolvidos.
Durante o cumprimento de mandados no Paraná, suspeitos reagiram à abordagem efetuando disparos contra agentes do GAECO. Houve confronto e um dos investigados morreu após atacar os policiais com uma pistola equipada com seletor de rajada. Conforme o Ministério Público, não houve registro de confronto durante as ações em Pinhalzinho.
Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia da Polícia Científica de Santa Catarina e servirão de base para o avanço das investigações, que seguem sob sigilo judicial. Novas informações deverão ser divulgadas pelo Ministério Público conforme o andamento do processo.
Texto: IMP
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